Pesquisar

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Perfumes Raghba

O frio chegou, e com ele, a vontade de usar perfumes mais pesados hahaha. E nada melhor do que usar essas maravilhas dos Emirados Árabes: os perfumes Raghba, da grife Lattafa!! No vídeo a seguir, uma explicação mais objetiva sobre três perfumes da marca. São eles: Raghba, Raghba Classic e Raghba for Man. Veja a seguir:
Mais especificamente, o Raghba tradicional é o tipo do perfume que traz poucas notas, e que elas se apresentam praticamente desde a primeira borrifada até o fim de sua evolução olfativa. São elas: incenso, baunilha, oud, sândalo, musk e açúcar. Basicamente essas notas duram o tempo todo, sem nenhum exagero. Por sorte, o açúcar é o único que dura menos, deixando o aroma menos doce, e dando espaço para todas as outras citadas durarem até o fim na pele. À medida que o tempo passa, ele fica com um aspecto mais esfumaçado e sujo, o que dita toda essa tendência de perfumes orientais, com um fixador esplêndido e uma projeção evidentemente notável por praticamente o tempo todo.

Já o Raghba Classic traz algumas notas a mais, como benjoim, ambergris e mirra, e a saída de outras, como o sândalo e o musk, o que já muda e muito a cara do perfume nas duas primeiras horas. Fica mais com cheiro de tinta de caneta, mais "molhado", férrico, com um aspecto (segundo a maioria das pessoas) mais feminino, perdendo o cheiro esfumaçado do seu antecessor. Duas horas depois, o ambergris dá uma acalmada, e o cheiro fica super equilibrado na pele, com o oud e o incenso aparecendo e as outras notas de sustentação dando uma encorpada. Mantém-se a quantidade de "açúcar" do antecessor, mas com um cheiro mais enriquecido. Acabou sendo o meu preferido.

E por fim, o Raghba for Man, versão exclusivamente masculina, limitada, com um apelo mais comercial. Não que seja idêntico, mas o aroma é praticamente um irmão gêmeo do Cool Water da Davidoff, do Green Irish Tweed (GIT) da Creed, e dos nacionais mais conhecidos por aqui como Quasar da Boticário e Ladro da Lacqua di Fiori. Um fougère tradicional, com limão, ervas, um aroma mais "folha seca" e uma base bem mineral de ambergris e cedro. Verde/cítrico, porém seco. Compra certa e mais assertiva do que os demais Raghba citados. Excelente fixação, projeção muito evidente, mas com um cheirinho de "deja vu". Narizes menos treinados certamente poderão se decepcionar com tamanha semelhança entre ele e os outros perfumes listados nesse parágrafo, mas por não ser um perfume caro e ter uma performance acima do esperado, acaba por não gerar lamentações.

Considerações finais: três excelentes composições, minimalistas porém bem ricas em aromas. Dois perfumes totalmente não convencionais, e um nada inovador mas com enorme aceitação. De toda forma, JAMAIS compre os perfumes da grife se não gostar de cheiro de incenso. Já para os amantes dessa nota, se joguem!

Forte abraço a todos.

Créditos: Tiago Lulu França, da Tô na moda imports.
Site: http://www.tonamodaimports.com.br/